é uma pena. às vezes a alma é pequena demais para nos reter. resistimos aos dias mas eles não param de doer. iludimos as horas, as esperas e as demoras. cobrimo-las de sensações e enganos. e outras distracções que não estavam nos planos. para quê? tudo quanto o olhar vê. não chega. a fome que sacia não nos aconchega.
a língua que sente de fundo a textura, perde-se do tempo dessa aventura. há algo que cresce ao anoitecer. trocam-se as vestes, os rostos e o prazer. enquanto uns despem as máscaras de si, outros há que passam por ti. sem saber a razão que os levou ali. tão ingénuos são os que acreditam que atrás do coração, possa existir um lugar que escape à morte e aí voltar.
mas quando o sono ataca. do corpo libertam-se fantasmas de faca. que nos apunhalam as costas. beijam-nos a testa e perguntam: gostas?


1 comments:
belo texto ;)
Post a Comment