e como posso ser eu algo que se veja
se no fundo de mim apenas sobrou a inveja
de não ter nascido no tempo de outras lutas
mais cedo que todas estas poesias brutas
e combatido a fome de um ego sedento de tudo
até ficar cego de um luto mudo.
como posso eu ser a metáfora, a hipérbole ou qualquer expressão
se a vida continua o seu rumo mas já não enche o coração.
...
já nada tenho para te dar.
a realidade é uma fotografia do nada. uma abstracção.
e para onde quer que guie o olhar
aquilo que vejo contém o trago da ilusão.


2 comments:
Um regresso em grande, como não podia deixar de ser.
Como sempre, não há palavras: as tuas dizem sempre tudo.
Abraço
Não sei se é bem um regresso.. cada vez sinto menos vontade de escrever. Como sempre, atento a este meu canto. Obrigado pelas palavras.
Abraço
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