carrego esta dor latejante nas pálpebras como na boca sorrisos perversos
vermelhos e cheios
da bruma de outros tempos
onde éramos fogo ao invés de versos
carrego comigo baladas amargas que a trova jamais verá dedilhadas
no retumbar de uma guitarra
e na boca trago águas
de línguas antigas outrora sagradas.
vermelhos e cheios
da bruma de outros tempos
onde éramos fogo ao invés de versos
carrego comigo baladas amargas que a trova jamais verá dedilhadas
no retumbar de uma guitarra
e na boca trago águas
de línguas antigas outrora sagradas.


1 comments:
Sublime, como sempre.
Daquelas pequenas coisas que ficam na memória e inspiram, daquelas que trazem recordações e a nostalgia inerentes a grandes momentos que não voltam mais.
Abraço.
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