Monday, March 16, 2009

ditados por ninguém que não nós.
o que quer que procuremos não se coaduna com a condição desta existência. nem mesmo um sentir que possamos julgar só nosso.
somos uma realidade abstracta dentro da filosofia do real. produtos inacabados que ninguém compra. o que quer que sejamos agora já não somos nós. foi corrompido. embora as nossas noites nos tentem enganar em utopias, somos o somatório de todas as partes partidas das quais coleccionamos os pedaços.
estamos vazios a transbordar por dentro de tudo que não nos pertence.
como fraudes de uma individualidade inexistente
numa cidade desabitada pela vida somos essa medida de tempo no qual vivemos. sem sabermos porque somos a medida
e a liberdade não é mais do que um vulto entre duas diferentes celas
nem morte ou conquista de sonho.
antes o fim de tudo isto pelo qual nos conhecemos.

2 comments:

Maresia said...

Redemoinho de sensações, de imagens contraditórias que não ouso organizar num fio de equilibrio. Não possuo esse tipo de lucidez para sair do teu texto e reencontrar-me. Outrossim permaneço lá como se alguém me copiasse por antecedência a inquietude dos dias.
Abraço

Gravepisser said...

Olá.

Tenho um novo blog (embora o principal se mantenha também), passa por lá quando quiseres. :)

http://aboutnothingness.blogspot.com

Beijos