Monday, December 22, 2008

o amor é um orgasmo impossível. cercado por um quarto de quatro paredes caiadas de branco. um fim do dia onde poucas palavras custam mais que silêncios

porque me é triste falar de amor (?)

4 comments:

Gravepisser said...

Tens aí uma definição bastante resumida do assunto "amor".
É impossível encontrar uma que seja universal, ou pelo menos, adaptável a uma maioria significativa de animais racionais.

Não és o único a sentir essa tristeza, sempre que abordas tal "problemática".
Mas como diz o povo, "o que não mata, engorda". E enquanto estes amores, ou a ausência de tudo o que a eles é implícito (seja uma simples troca de olhares ou o mais aprazível dos orgasmos) não for capaz de acabar connosco, ao menos sempre vai servindo para dar largas à imaginação, traduzida nos melhores textos que ao mundo (virtual ou não) damos a conhecer.

(E a ironia implícita no que acabei de dizer é assustadora, como certamente sabes e compreendes tão bem ou melhor que eu.)

Abraço

Maresia said...

O amor não se configura ao espaço nem ao tempo, nem tem nada a ver com a razão.... o amor não é, embora sendo, um inexplicável conjunto de explicações que só a loucura entende quando se torna lúcida. Penso que é assim que defendo e sinto esse sentimento que me mantém viva.
Abraço

António João Mito said...

Amor é aquilo que quiseres que seja. No dia em que o escrevi era assim que o sentia. Amanhã já nada disto interessa.

Sílvia said...

Oh sim, interessa sempre; amanhã o que sentiste ontem estará lá. Está aqui. O amor é. Deve ser. Acho.
Será?



é tolo chegar aqui e nada dizer, mas isso do amor ultrapassa quem nunca o sentiu. Ou quem o sentiu apenas pelas suas próprias criações. O egoísmo, a vaidade e luxúria transportam o meu nome. E o teu também. O de todos. E nós somos demasiado efémeros.


Um beijo